10 Erros a evitar no Coaching

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Na semana que inicia a ICW (International Coaching Week – em Portugal poderá consultar a agenda AQUI) resolvi escrever um artigo dirigido a quem é Coach ou que tenha interesse pela área.

Quem não gosta de aprender, melhorar e procurar prestar um serviço de excelência? Mesmo assim, há uma quantidade de profissionais que descuram algumas regras básicas que são os pilares da nossa conduta. Como forma de chamada de atenção, eis os 10 principais erros que consciente ou inconscientemente cometemos, e como mapear cada um destes erros a uma da Competências Core ICF.

Erro nº 1 – Não ouvirmos como os dois ouvidos

Competência 5 – praticar uma escuta activa. Quando estamos num processo de Coaching, a nossa atenção deve estar toda centrada no nosso Coachee. Quando praticamos uma escuta activa, conseguimos detectar coisas como: 1) incongruências no discurso; 2) sentimentos escondidos; 3) mentiras; 4) discurso desviante do tema, entre tantas outras. A escuta activa permite-nos fazer as perguntas que avançam em direção ao objectivo.

Erro nº 2 – Fazer demasiadas perguntas

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Neste caso estamos a falar do excesso da Competência 6 – Fazer perguntas poderosas. Eu já cometi este erro. Fui chamado a atenção pela minha mentora quando num processo de Coaching a quantidade de perguntas que fiz mais parecia uma metralhadora a debitar perguntas, muito acima do que era espectável. Eram tantas as questões que o Coachee quase não tinha tempo para respirar entre as minhas perguntas.

Erro nº 3 – Perder o controle do processo

Competência 11 – Gerir o progresso e a responsabilidade. Este erro é comum num Coach em início de profissão quando não está à vontade com o processo e deixa que seja o Coachee a controlar. É uma das competências mais fáceis de ser esquecida quando nos deixamos embrenhar numa sessão que mais se assemelha a uma conversa entre amigos.

Erro nº 4 – Não chegar a lado nenhum

Competência 9 – Desenvolver ações. Este é mais um potencial ponto de falha no processo de Coaching. Tudo vai mal se deixarmos chegar o fim da sessão e não haver nenhum plano de ação definido pelo Coachee. Mais uma vez torna-se uma conversa entre amigos que não se encontravam há muito tempo.

Erro nº 5 – Mudar o holofote na direção do Coach

Competência 3 – Construir um clima de confiança e de respeito. Este também será o tema do meu Workshop na ICW na próxima quarta-feira as 18h30 onde irei abordar o tema do Ego do Coach e como isso interfere no processo. Quando estamos num processo de Coaching, a nossa atenção e dedicação deve estar centrada e focada no nosso Coachee. Qualquer tentativa de mudar este foco para o Coach irá criar um clima de desânimo e será mais uma Mentoria ou relação do Mestre para o aluno. Não é isso que queremos construir. É muito importante o Coach deixar o seu Ego à porta de entrada da sala.

Erro nº 6 – Ser o dono da verdade suprema

Competência 8 – Criar consciencialização. Um dos grandes desafios que um Coach enfrenta é o de não achar, pensar, sugerir, dar respostas ou usar o seu quadro referência para dar uma potencial solução para o problema colocado pelo Coachee. No entanto há ainda muita gente que pensa que contratar Coaching é o mesmo que contratar um consultor “expert” num determinado segmento de mercado. Como Coach a nossa função é a de questionar e fazer o Coachee encontrar as respostas para os seus problemas através da validação, reflexão e repetindo o que o Coachee nos disse na forma de questão.

negative person photo
Photo by Powerhouse Museum Collection

Erro nº 7 – Ser negativo ou ver o tema da sessão pela negativa

Competência 1 – Respeitar as directrizes éticas e normas profissionais. No processo de Coaching não há juiz ou julgado, não há certo ou errado, não há temas positivos e temas negativos. O que há é o assunto que o Coachee trás para a sessão estar incluído dentro da temática do contrato que ele fez com o Coach. Porém não podemos esquecer que há uma tendência natural do nosso Ego “julgar” com base no nosso quadro referência. Se o Coachee quer falar dos problemas que tem, como Coach, é nossa função trabalhar o tema pelo tema. Questionar, reflectir e ir para uma sessão com a “taça” vazia.

boring photoErro nº 8 – Ser enfadonho e chato

Competência 7 – Praticar uma comunicação directa. Quem não gosta de contar uma história sobre uma experiencia que já teve? Toda gente gosta. Mesmo quem fale pouco, gosta de falar de uma experiência pessoal. Porém durante o processo, o Coach não está ali para contar histórias ou falar de coisas que não contribuem em nada. É importante estarmos alerta para não nos deixar cair nesta armadilha de falarmos sobre nós. Se tem dúvidas, volte a ler o erro nº 5.

Erro nº 9 – Não haver um propósito ou contrato bem estabelecido.

Competência 2 – Estabelecer o contrato de Coaching. Este é sem dúvida o princípio do fim. Quando não estabelecemos um contrato claro sobre o que o Coachee espera obter no final da sessão, vamos passar o tempo inteiro a “patinar na maionese”. Apesar dos primeiros momentos serem fundamentais para o Coachee explicar o que trás para a sessão, é nossa função conseguir evitar o erro nº 1 e analisar as entrelinhas sobre o que ele realmente quer atingir. A partir daqui é ser o mais claro possível na definição do contrato da sessão. Sem isso, não passará de um momento de alegria em amena cavaqueira.  

Erro nº 10 – o que não se define, não se mede e não se controla

Competência 10 – Planear e definir objectivos. A pior coisa que pode acontecer numa sessão é conseguir que o Coachee faça o plano e o Coach não desafia-lo a definir datas para cada execução de cada uma das acções. Sem uma data definida para cada acção, tudo não passará de uma mera intenção. Lembre-se que de boas intenções, o céu está cheio. O Coachee está a pagar para ser desafiado e “picado” para executar as acções que ele acredita e definiu que vão contribuir para o seu sucesso. Quando não agimos em conformidade com isso, estamos a procrastinar todo o processo.

Obrigado por me acompanhar nesta leitura.

Conclusão final

Se com este artigo ficou um pouco mais esclarecido sobre as vantagens de contratar um processo de Coaching, então termino com duas simples perguntas: “Este artigo foi esclarecedor? Ajudei a identificar alguma coisa que queira mudar?

Se não sabe como fazer isso, por que não experienciar como o Coaching pode ajudar? Marque uma sessão Gratuita de Coaching comigo para avaliarmos como poderei trabalhar consigo?

Muito obrigado por ler o meu artigo. Se gostou deste artigo e reconhece que a partir desta informação aprendeu alguma coisa, imagine o que poderá beneficiar se me contratar como Coach?

Se ainda tem dúvida como poderá funcionar consigo, solicite a sua sessão de 30 minutos gratuita, tenho a certeza que depois de conversarmos, vai reconhecer o quanto isso é necessário.

Conheça as condições e o como funciona a minha Fórmula que muda a forma de ser.

Pense nisso!

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Outubro 11, 2009

Penso que deve concordar comigo, quando digo que a internet, as redes sociais e todos…

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