Como o Coaching ajuda na autodisciplina

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Estamos a 1 semana do Natal e muita gente já está na última azáfama e correria entre os presentes que ainda não compraram e os que no ultimo momento lembraram que faltava comprar. Podemos considerar isso uma falta de disciplina? Pegando nesta introdução, lembrei-me de escrever mais uma situação onde o processo de Coaching foi uma ferramenta fundamental para uma cliente minha conseguir atingir os seus objectivos. Quais? Já lhe conto abaixo.

Há alguns meses, recebi uma chamada da Margarida que tinha recebido de uma amiga o meu postal-presente e gostava de ter uma sessão de empatia para avaliar se eu podia ou não ajuda-la. Na primeira conversa com a Margarida abordamos vários temas, mas depois questionei de entre os vários temas abordados o que ela queria mesmo que trabalhássemos em conjunto.

A única palavra que disse foi “quero melhorar a minha autodisciplina para conseguir avançar com o meu projecto pessoal, abrir a minha empresa de traduções”. Muito interessante, pois foi um desafio aceite por ambos.

Numa breve descrição que me fez do seu dia-a-dia era: “Depois de acordar perto das 10h00, por não ter a “obrigação” de cumprir horários, levantava da cama e sentava no sofá a ver os emails e o Facebook até cerca das 12h00. Como já estava perto da hora do almoço, tomava banho e corria para o telefone para ligar a uma amiga e acordar um local para irem almoçar juntas. Depois do almoço, perto das 15h00, voltava para casa e mais uma vez via os emails, Facebook e tratava do seu animal de companhia, o seu gato Galileu. Com este arrastar do dia, chegava perto das 18h00 e a esta hora já não era possível tratar dos temas relativos ao seu projecto, que como disse acima, é criar a sua própria empresa de traduções”.

Esta rotina criava na Margarida uma angustia muito grande pois ela sabia que tinha que fazer algo para sair deste ciclo, mas as questões que lhe vinha a cabeça e que não tinha resposta era: Como? Para quê e por onde começar? Não tendo respostas, sentava no sofá e voltava a sua distracção como o Candy Crush ou ver fotos dos amigos no Facebook.

A nossa primeira sessão foi, a semelhança de muitas, um momento de extravasar sentimentos e preocupações. 2/3 da sessão foram consumidos pela Margarida a abrir o seu coração. Mas no final, ela assumiu o compromisso de trazer na próxima consulta uma lista das tarefas que considera prioritárias e das que considera secundaria. A lista que ela trouxe serviu, na sessão seguinte, para ela tomar consciência de cada uma das tarefas (rotineiras ou não) e como prioriza cada uma delas.

A partir daqui comecei a trabalhar com elas 3 coisas que ela me indicou que seriam importantes para ela:

1 – Tomar decisões

O grande problema da Margarida era o de procrastinar decisões. Ela sabia exactamente o que deveria fazer, porém, não tendo a “obrigação” de decidir, uma “não-decisão” era para ela justificação para arranjar uma escapatória, diga-se sentar no sofá, ler emails, jogar Candy Crush e ver o Facebook.

Expliquei-lhe que só conseguimos adquirir um hábito quando executamos a mesma coisa por 21 dias seguidos. Assim sendo, a tarefa que ela assumiu comigo foi todos os dias antes de se deitar, criar uma lista de tarefas que deveria tratar no dia seguinte, dar uma prioridade bem como a que horas iria executar cada uma delas.

Nos primeiros tempos, ela disse que era extremamente penoso estar a tomar decisões sobre o que fazer e principalmente a que horas. Isso foi propositado para criar nela, obrigações por exemplo, de saltar da cama perto das 08h00, pois, tinha na sua lista de tarefas estar nas finanças as 09h00.

Outra coisa que a lista de tarefas ajudou foi eliminar hipóteses de fuga para se agarrar aos “ladrões” de motivação e tempo: emails, Facebook e Candy Crush. Eles tinham lugar na lista, mas a prioridade que ela dava a estes temas era muito baixa. Já era um passo em frente.

2 – Sentir-se feliz e agradecida por completar tarefas

Neste ponto trabalhei com a Margarida o processo de celebração das suas vitórias. Todas as tarefas que ela conseguia cumprir dentro do prazo e prioridade que ela tinha estabelecido, deveriam ser comemoradas.

Foi ela própria a determinar qual a recompensa que merecia. Uma coisa que não poderia de forma nenhuma acontecer era ela se penalizar por não ter cumprido uma tarefa. Ela determinou que quando isso acontecesse, a forma de agir seria logo marcar uma nova data e hora para executar a tarefa que ficou pendente ou adiada. O objectivo que traçamos foi de trabalhar sempre o lado positivo do processo.

3 – Ser consistente, paciente e perseverante

Os dois primeiros pontos, apesar de alguma resistência inicial, foram aos poucos tornando-se parte do processo de autodisciplina que a Margarida tanto desejava. Porém é muito fácil deixar-se levar pela influência de familiares e amigos que, em alguns momentos, mais atrapalham do que ajudam. Isso foi o que começou a acontecer com a Margarida.

Apesar de já ir bem lançada no processo de criação da empresa, sempre que falava com um dos três “detractores de vontade” (Amigos, Familiares e/ou cônjuge), vinha desanimada pois eles diziam para ela deixar destas coisas, que isso de criar listas de tarefas é uma estupidez, e mais isso, e mais aquilo e aquilo outro. Sempre que tínhamos uma sessão logo a seguir a um encontro com um detractor, ela vinha muito triste e com vontade de abandonar tudo.

Aqui começamos o processo de trabalhar a perseverança associada a paciência para conseguir atingir os seus objectivos, que desde a primeira sessão estavam bem claros. Optei por trabalhar a visualização do objectivo final, ou seja como ela imaginava o seu dia-a-dia a partir do momento que a empresa estivesse aberta e tivesse uma rotina que lhe permitisse manter a sua autodisciplina sempre em linha com o que ela quer. Este simples exercício, sessão após sessão, foi fazendo milagres na forma como a Margarida evoluía em direcção ao seu objectivo final.

Moral do processo: passado somente cerca de 60 dias, a Margarida abriu a sua empresa. A sua autodisciplina foi encontrada e passou a funcionar em prol do que ela queria realizar, todos os dias, com base na sua lista de tarefas e prioridades. Os detractores de motivação tiveram que se render a sua determinação.

Agora estou num outro processo de Coaching com Margarida, mas para trabalharmos a vertente comercial que ela precisa de melhorar. Mas isso já é tema para outro artigo mais adiante.

Conclusão final

Termino com uma simples pergunta: “Como leu, o Coaching é um processo que permite melhorar as competências e ultrapassar problemas. Gostava de experienciar o que é o Coaching, então marque uma sessão Gratuita de Coaching comigo para avaliarmos como poderei trabalhar consigo?

Muito obrigado por ler o meu artigo. Se gostou deste artigo e reconhece que a partir desta informação aprendeu alguma coisa, imagine o que poderá beneficiar se me contratar como Coach?

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Esta semana foi a primeira semana de Setembro e desde segunda-feira que aqui em Lisboa…

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