Está preparado para o pior para ser surpreendido pelo melhor?

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Estar preparado para o pior para ser surpreendido pelo melhor. Esta é a regra mais sensata a seguir na actual conjuntura. Os sinais de retoma nos Estados Unidos são tão frágeis que qualquer incidente pode afundar de novo a economia. E Portugal terá uma recuperação muito longa e extremamente dolorosa.

O pânico gerado pela gripe suína é um exemplo da actual fragilidade financeira, económica e social. O problema iniciado no México pode causar mais danos que a onda de medo gerada pela gripe das aves em 2007, apenas porque estamos todos com… mais medo.

Em contraste com a anterior ameaça de epidemia global, esta lançou de imediato os investidores para os activos mais seguros, como as obrigações, ou com valorizações óbvias, como as farmacêuticas. Só mais tarde no dia se acalmaram.

A hipersensibilidade à mais pequena má notícia cria condições para uma instabilidade que tornará a recuperação extremamente difícil e recheada de incertezas.

Os problemas que o sistema bancário dos países ricos ainda tem reforçam ainda mais a fragilidade da recuperação. Nesta crise, o comportamento bolsista pode não ser um bom “antecipador” ou pode ter várias falsas partidas para a valorização.
Seja qual for o cenário, em Portugal poderemos ter a certeza de que o pior está muito longe de ter sido ultrapassado. Na melhor das hipóteses vamos viver até ao fim do ano com sucessivas más notícias, de despedimentos e encerramento de fábricas. Depois do Verão é muito provável assistirmos à não reabertura de muitas fábricas.

Depois desta crise, a geografia económica mundial estará bastante diferente.

Portugal olhará para si como a economia mais pobre do grupo dos ricos, tomando consciência da década perdida que os primeiros dez anos do século XXI estão a ser. Entre 2000 e 2008, o rendimento por habitante deixou de ser o 18º mais elevado do grupo das economias avançadas, para cair para a 32ª posição. Este ano voltará a cair, ocupando a última posição, ao ser ultrapassado pela Eslováquia.

A única boa notícia – que corre o risco de se transformar em má – é que a economia portuguesa recuperará mais depressa que a espanhola, segundo as previsões do FMI. Face à interligação entre os dois países, tal só terá condições de acontecer se as empresas portuguesas encontrarem outros mercados para escoarem os seus produtos.

Há algum tempo que relatórios pouco divulgados expunham a elevada fragilidade do crescimento espanhol. Em Espanha, a produtividade cresceu menos que em Portugal. O aumento da produção estava a ser obtido através de mais e mais capital e mais e mais pessoas a trabalharem. A economia espanhola vai enfrentar tempos bastante difíceis.

As perspectivas para Portugal também não são animadoras, ainda que marginalmente possa ter um desempenho melhor que o espanhol.

É preciso ter consciência das dificuldades que vamos enfrentar. E, contrariamente ao que pode parecer, o Estado não tem condições para resolver os problemas graves que se perspectivam. Temos de estar preparados para o pior. Se as actuais previsões estiverem erradas, tanto melhor.

 

Texto enviado por Paulo Viegas

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