Será que está preparado para ser cliente de Coaching?

O artigo que trago esta semana é baseado na experiência vivida por um cliente de Coaching que inicialmente via este processo como algo que nunca poderia contribuir para o seu sucesso profissional. É uma reflexão profunda sobre os sentimentos, pensamentos e acções experienciadas na primeira pessoa. Por questões de confidencialidade e protecção do cliente, factos como o seu nome e a empresa onde trabalha foram alterados. Tudo o resto é verídico.

“No meu Instagram acompanhe a série 500 dias 500 perguntas de Coach. Será capaz de responder a algumas delas?”

Sou o Pedro e considero-me um profissional competente. Há cerca de 5 anos que trabalho como gestor do departamento comercial numa empresa na zona centro de Portugal. Antes de ingressar nesta empresa, estive os meus primeiros 3 anos a trabalhar numa empresa de telecomunicações, iniciei como vendedor porta-a-porta de serviços de televisão+internet e passado cerca de 1 ano já tinha sido promovido a chefe de uma equipa com 25 vendedores. Confesso que para mim, com apenas 27 anos, saber que a empresa reconhecia o meu desempenho e me dava mais responsabilidades a gerir uma equipa foi extremamente motivador.

Quando entrei na empresa actual, já com 30 anos e casado de fresco, o que me motivou a mudança foi, primeiro, o aumento de salário e depois a adição de boas regalias como prémio sobre os resultados da empresa, seguro de saúde para mim e a minha mulher além de um excelente carro de uso exclusivo.

Tudo corria bem, até que ao fim de 4 anos na empresa, o meu desempenho como vendedor começou a sofrer com as constantes crises que Portugal vem vivendo, aliado ao facto da empresa, fruto da diminuição das vendas, ter diminuído a qualidade dos produtos que fabrica.

Considerei isso a “tempestade perfeita” que criou em mim um sentimento de revolta e angústia. Eu ao invés de ser parte da solução, comecei a ser parte do problema. Senti que estava a ser prejudicado como vendedor por algo que não era culpa minha. Nas reuniões de direção eu passava mais tempo a reclamar e a pedir que “alguém” resolvesse o problema da qualidade do produto, pois se esse “alguém” resolvesse isso, eu conseguiria voltar a vender como vendia.

Depois de uma destas reuniões o Director Geral pede para eu ir a sua sala e diz que tomara a decisão de contratar um Coach para trabalhar comigo para melhorar a minha atitude e a minha forma de trabalhar.

Caiu-me tudo ao chão. Fiquei alguns segundos de boca aberta sem saber o que dizer. Então agora vou ter um “imbecil” qualquer a contestar e avaliar o meu trabalho? Senti uma faca a atravessar a minha garganta e a cravar-se no meu coração. Estava a ser posto em causa. Ao invés de resolverem o problema da qualidade do produto (que eu tanto reclamava), era a mim que queriam mudar. Fiquei furioso e senti que fora traído e “entalado” a grande.

Depois de passar cerca de um dia inteiro a “lamber as feridas” da notícia, comecei a pesquisar o que era essa “coisa” do Coaching. Não sentia a necessidade e não precisava disso. Eu sei vender e não preciso de ninguém para me dizer o que devo fazer. Tinha plena consciência que estava a passar somente uma fase difícil, mas assim que o produto voltasse a ter as características de qualidade que tinha eu voltaria a estar na “mó de cima”. O problema não estava em mim, mas na qualidade do produto.

Não tive escolha ou capacidade de opinião. Tive que aceitar e, na data agendada, lá estava eu sentado com o “tal” Coach a minha frente. Fui mentalmente preparado para não abrir o jogo e com os “escudos” todos em riste para quando ele começasse a me questionar sobre o meu passado para entender como eu trabalhava e dar “bitaites” sobre como eu deveria agir e trabalhar.

Engano meu. A conversa começou com ele a me explicar o que é o Coaching, o que a empresa tinha pedido para ele trabalhar comigo e depois ele deixou todo o espaço possível para eu definir o tema da nossa conversa. Pensei logo: hã? Mas o que é isso? Afinal sou eu quem vou definir o tema da conversa? Não era isso que estava a espera de encontrar. Juro! No final da primeira sessão, senti que algumas das minhas barreiras mentais caíram por terra.

A medida que as sessões seguintes foram acontecendo o Coach deu-me sempre espaço para conversarmos e as suas questões eram feitas sobre algo que eu dizia ou afirmava. As perguntas colocadas foram tendo em mim o efeito de me fazer reflectir se a minha resposta era correcta por que eu queria ou por que era realmente a certa. Na maioria das vezes, senti que eram os meus filtros que atrapalhavam o meu desempenho e discernimento. Ao invés de ter alguém a me questionar o porque de certas decisões que tomei, o foco do Coach foi entender para que eu tinha tomado as decisões e isso fazia-me pensar e descobri, através do meu próprio pensamento, como resolver os meus problemas, dogmas, dúvidas e questões profissionais. Aos poucos passei a sentir-me novamente com a energia e força para ser parte da solução e parei de reclamar. Passei a agir mais e a reclamar menos. Quando encontrava um problema, antes de reclamar, procurava entender onde poderia estar a solução e levava uma proposta de resolução para o dito cujo. Consegui evidenciar, de uma forma positiva, que deveríamos voltar a investir na melhoria do produto e com base na perspectivas de vendas que apresentei, consegui que encontrassem como fazer o investimento.

As vendas voltaram a crescer, mas não da forma que tinha imaginado. Foi muito melhor. Claro que a melhoria da qualidade do produto ajudou a criar uma nova variante e com isso até subimos o preço de venda, pois era um produto diferente do anterior e inovador.

A minha atitude cética de inicio mudou completamente para uma atitude positiva. Sou diferente e considero que melhorei como chefe de equipa, vendedor, colega e até como marido.

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Quero por fim partilhar o que aprendi com o processo de Coaching pois de inicio não me achava preparado, de todo, para isso:

  • Autenticidade – é muito importante ser autêntico e estar de corpo e alma no processo. Descobri que não há certo ou errado, verdadeiro ou falso, direito ou esquerdo. De acordo com a minha decisão, eu tinha que ser autêntico e verdadeiro, não com o Coach, mas comigo, para definir onde queria chegar e estar.
  • Mudança – Precisei permitir a mim próprio acreditar que era possível mudar. Primeiro mudei a minha perspectiva tacanha e provinciana sobre o Coaching, depois mudei a minha forma de reagir ao que considerava um ataque e por fim mudei a atitude, pois passei a agir de acordo com os factos e não com suposições.
  • Emoções – Todas elas foram questionadas e passei a descobrir que as usava como escudo para tapar as minhas fraquezas. Identificadas as fraquezas e a emoção passei a controlar a minha forma de agir sendo mais comedido.
  • Desafios – Fui várias vezes desafiado sobre se o que afirmava ser verdade era baseado em factos ou apenas a minha forma de pensar ou achar? Passei a tomar mais consciência sobre como decidia, agia ou reagia aos desafios colocados pelo dia-a-dia da profissão que tenho.
  • Objectivos – Durante o processo de Coaching várias vezes abordamos a forma como via os objectivos. Passei a partir os grandes objectivos em pequenas partes e a cumprir um a um até atingir o pleno. Descobri a importância disso e de estarem bem definidos.
  • Planos de acção – Definir objectivos sem um plano de ação é o mesmo que ter uma receita de um prato fantástico e delicioso, mas não ter os ingredientes necessários para preparar o prato. O Coaching ajudou-me a criar um plano de acção para os objectivos e passei a ter resultados.
  • Energia e determinação – O Coaching mudou a forma como via os problemas e a partir do momento que tomava consciência da minha determinação em querer ultrapassar o problema, toda a minha energia era canalizada, de forma positiva, para a solução. Isso pode parecer simples de falar, mas é dificílimo de executar. O papel do Coach foi fundamental.
  • Ser parte do sistema – Descobri que não era eu contra eles, mas que devíamos ser todos juntos contra os problemas e adversidades. Quando as portas todas se fecham, juntos procuramos e acabamos por encontrar uma janela para entramos.

Agradeço muito ao meu Director Geral por ter tomado a decisão de contratar um Coach para trabalhar comigo. O ceticismo inicial transformou-se numa convicção, onde afirmo e confirmo que o Coaching funciona, mas nem toda a gente está consciente ou preparada para isso.

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Conclusão final

Se tal como o Pedro, gostava de conhecer como o Coaching pode agir de forma positiva na sua vida, o primeiro passo e clicar no link a seguir para ter a sua SESSÃO GRATUITA DE COACHING.

Se com este artigo ficou um pouco mais conhecedor sobre como o Coaching pode ser útil no seu crescimento, então termino com uma pergunta: Há alguma coisa que quer mudar na sua vida ou na sua profissão?

Tenho uma SESSÃO GRATUITA DE COACHING para lhe oferece e assim ficar a conhecer um pouco mais sobre o meu trabalho.

Muito obrigado por ler o meu artigo.

Conheça a Fórmula que muda a forma de ser.
Pense nisso!

Coaching: It’s all about Execution!

 

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Será que está preparado para ser cliente de Coaching?

Wilques Erlacher

ACC Coach Credenciado pela ICF. Especializado em Coach de Desenvolvimento & Transformacional e Director de Vendas na Saphety (empresa do Grupo Sonae). Há mais de 20 anos que trabalho em funções relacionadas com Marketing, Vendas Corporativas, Desenvolvimento de Negócios, Gestão de Clientes, Formação, Mentoria e Consultoria em Vendas. Fui Presidente da Direcção na OV-APPV Associação Portuguesa dos Profissionais de Vendas e trabalhei na Petrogal (actualmente Galp Energia), na Agência Reuters Portugal, na Bull Portuguesa, na Novis Telecom e Mainroad (grupo Sonaecom). Sou keynote speaker, formador e mentor de equipas de vendas, desenvolvi e pratico a metodologia "Venda Melhor – A Fórmula que muda a forma de ser". Trabalho como Coach no desenvolvimento de profissionais em clientes empresarias em Portugal, Colômbia, Brasil, Espanha, França, Itália, Quénia e Cazaquistão. Acredito que há um potencial a ser trabalhado em cada um dos meus clientes, de forma única. O meu lema é “Coaching: It’s all about execution!” Quer falar comigo sobre como ser melhor profissional? email: we@wilqueserlacher.com Skype: w.erlacher telefone: +351 932 558 558

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