Dicas para que o seu restaurante seja um sucesso

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220px-RestaurantA semana passada falei no meu artigo sobre os erros que os comerciantes mais comummente cometem. Esta semana, mantenho a minha “veia” de criticar algumas atitudes que muitos donos de negócio comentem. Se alguns deles mudassem um pouco que seja, acredito que o sucesso do seu negócio estava garantido.

Mas então o que tem as vendas a ver com os restaurantes? É muito simples. O que um empregado de mesa (vulgo garçon) faz todas as vezes que nos atende? Vende o que há no restaurante, certo? Se assim é, porque não apresentar uma série de dicas que podem ajudar o seu estabelecimento ter um movimento mais contínuo e com um excelente retorno financeiro? Eis algumas das dicas que partilho consigo.

Implemente o conceito de Happy-hours

Não entendo porque que os donos de restaurante preferem fechar entre as 15h00 e as 19h00 quando podiam perfeitamente aproveitar o local para criar eventos de happy-hour onde os comensais podiam desfrutar de chás, bolos, cafés, sumos (sucos), hambúrgueres, sanduiches quentes ou frias. É claro que isso não vai funcionar logo nos primeiros dias. Mas com perseverança chega-se lá. Publicite isso no seu facebook. Dê um pequeno convite com um desconto a todos os que almoçarem e que queiram voltar mais tarde para o chá.

Um bom exemplo: ao pé do meu trabalho, há um restaurante/pastelaria que dá um desconto de 50% em todos os bolos da pastelaria a partir das 16h30. No começo poucos lá iam. Agora se não chegar mesmo as 16h30, já não temos bolos a metade do preço. Nunca mais sobraram bolos naquela pastelaria.

Permita que os seus clientes façam as encomendas por email

Pode parecer ridículo mas há MESMO milhares de restaurantes que ainda não descobriram o potencial desta simples ferramenta. Porque que você tem que esperar para chegar no restaurante para saber o que há para comer? Porque que o dono do restaurante não fica com o seu endereço de email e de manhã lhe envia a ementa do dia. Você escolhe e retorna por email a hora e o que quer comer. Produtividade, eficiência, capacidade de inovação e muita lucratividade.

Um bom exemplo: Sempre que quero ir jantar fora, deixei completamente de ligar para os restaurantes. Vou ao site do Best Table onde posso escolher o melhor restaurante e também vejo a ementa, escolho o dia e a hora e tudo isso sem ter que despender muito tempo e ficar a mercê dos donos do restaurante quererem ou não me aceitar como cliente. Ah! O site ainda me oferece vales de desconto por ser um cliente assíduo.

Faça os seus clientes comerem o que não comem em casa

Quem é que quer sair de casa para ir comer bife com batata frita a um restaurante, e ainda por cima, pagar caro e até ser mal servido? Permita que os seus clientes tenham “experiências culinárias” únicas no restaurante. Se for para continuar a comer feijão com arroz, mais vale ficar em casa.

Um bom Exemplo: Quem não se lembra do já “falecido” restaurante El Bulli que para se conseguir jantar nele era preciso marcar com pelo menos 1 ano de antecedência. O chef Ferran Adrià afirmava que os seus clientes iam ali para ter uma experiência culinária única nas suas vidas, e ainda pagavam muito caro por cada refeição.

Permita os seus clientes degustarem o que não vão comer

Em São Paulo tive há muitos “seculos” atrás a oportunidade de conhecer o bairro italiano do Bixiga. Enquanto passeávamos pelas ruas do bairro, apinhado de excelentes restaurantes italianos cada um melhor que o outro, na porta de alguns destes restaurantes estavam pessoas a distribuir pequenos quadrados de pizzas. Isso permitia o cliente, ao invés de ter que olhar para a ementa e escolher uma pizza, provava e comprovava a qualidade e sabor do produto. O resto já se sabe, era entrar e comer bem.

Um bom exemplo: Há alguns atrás fui de férias para um Resort em Natal chamado Nanai. Não vou sequer despender tempo a elogiar o resort, senão não havia linhas suficientes para isso. Mas eles faziam uma coisa muito inteligente. Durante o período do almoço, os hóspedes eram “brindados” com pequenas doses dos vários pratos que eles serviriam ao almoço. Creme de Camarão, Bacalhau com Natas, Sopas e Cremes, tudo em doses muito pequenas mas que tinha um só objetivo: Abrir o nosso apetite. Acredite que tinham um excelente sucesso.

Convide clientes para conhecerem o seu restaurante

Quem disse que isso não pode acontecer? Porque não selecionar uma quantidade mínima de pessoas ou empresas que gostava de tê-los como clientes e convidá-los para uma refeição, e ainda por cima, sem pagar. É uma atitude arriscada mas que poucos donos de restaurantes aplicam. É uma excelente estratégia de marketing e se a sua comida é realmente boa, o passa-palavra vai ser tão grande como não imaginava ser possível.

Um bom exemplo: Há cerca de 2 meses uma empresa que tem casas que fazem festas para casamentos, batizados, empresas ou grupos muito grandes enviou-me um convite para eu ir conhecer o local (que aqui em Portugal chamamos de Quinta), onde haveria um coquetel de boas vindas e um jantar a seguir. Tudo isso como uma ação de marketing que não foi nada barata. Não tive a oportunidade de ir, mas conheci pessoas que foram e ficaram duas coisas: deslumbradas com tudo e clientes. Neste fim de ano duas empresas de amigos meus vão fazer lá a festa da empresa.

Seja parte atuante e não mandante

Um restaurante que não tem o seu dono a ser o timoneiro todos os dias, tem os dias contados para a ruína e fracasso. Se você é dono de um restaurante, esteja lá SEMPRE. Os seus clientes não querem falar com gerentes ou empregados de mesa. Querem falar consigo. Se for para elogiar querem falar consigo. Se for para reclamar, querem ainda mais falar consigo. Não delegue. Seja parte do sucesso e do fracasso.

Um bom exemplo: Todos conhecem a séria americana que o chef Gordon Ramsay apresenta chamado Kitchen Nightmares, onde ele avalia restaurantes que estão quase a falir. Nesta série muitos dos restaurante estão a falir somente porque o dono não acompanha o dia-a-dia do restaurante. Quando são geridos pelos empregados tudo corre mal. Ele consegue gradualmente mudar a forma como os donos gerem e, depois de 1 ano, ele volta para ver como estão a correr as coisas. Em 99% dos casos os restaurantes melhoraram e continuaram a progredir depois dele ensinar como se gere um restaurante.

Compre 1 ganhe um outro de brinde

Não. Não estou a falar das fatídicas promoções que os donos de comércio desesperadamente fazem em vários sites de compras coletivas. Quem não conhece as promoções nos supermercados que apresentam um produto com uma “oferta” de um outro produto diferente. Isso permite que os clientes que já são fiéis a um determinado produto, passem a conhecer outro, experimentam e se gostarem na próxima ida as compras, já vão trazer o mesmo produto mas agora pagando por ele. Porque que no seu restaurante não aplica a mesma regra? Como assim? Simples. O seu cliente pediu um prato principal mas não uma entrada. Ofereça uma mini entrada, sem custo nenhum para ele (não estou a falar do couvert). Isso vai permitir ele tomar conhecimento de que isso existe. Muitas vezes nós somos avessos a experimentar coisas novas, somente por isso. São novas. Mude e inove a sua forma de tratar todos os seus clientes. Eles vão recompensa-lo no próximo almoço ou jantar.

Um bom exemplo: O meu cunhado tem uma churrascaria em Vitória (ES) chamada Picanha & Cia. Durante muito tempo todos as pessoas que comiam, quando iam pagar, o meu cunhado oferecia um mini gelado (sorvete) como oferta da casa. Com o calor que normalmente faz, as pessoas adoravam a oferta. Como gostavam, na próxima vez, já não esperavam pela oferta. Iam a arca e compravam o mesmo gelado, mas agora em tamanho normal e pagavam. Hoje ele vende milhares deste gelado (sorvete) todos os meses. Compensou o investimento nas miniaturas. Não acha?

Implemente o Dog-Bag e o serviço de Takeaway

Não conheço brasileiro nenhum que não saiba o que são as famosas dog-bags, ou como chamam agora “quentinhas”. Para quem não conhece, passo a explicar. Sempre que vamos jantar ou almoçar fora, se a nossa escolha não for o PF (Prato Feito), as doses são sempre muito bem servidas e dificilmente conseguimos comer tudo até ao fim. É aqui que aparecem a dog-bag, que não é mais do que a possibilidade de levar o que sobra na travessa (sim restos é o que fica no prato para quem não saiba). Isso cria um laço muito forte entre o cliente e o restaurante pois o cliente sabe que ali pode, sem problema, levar o que lhe pertence sem ter que ficar constrangido. Aliás, atualmente o cliente já não precisa sequer pedir. O próprio empregado quando levanta as travessas avisa que vai mandar embrulhar o que sobrou. Cabe ao cliente dizer se quer ou não levar para casa. Invariavelmente os clientes levam.

Um bom exemplo sobre o Takeaway: Estive o mês de Maio todo em Bogotá – Colombia. Durante toda a minha estadia, sempre que tinha que jantar ligava para os restaurantes ao pé do hotel. Todos eles, mas mesmo todos, tinham um serviço de takeaway e ainda por cima entregavam no hotel sem custo adicional. Eu experimentei dezenas de comidas sempre no conforto do quarto e sem me preocupar muito. Foi muito bom.

Pense nisso e boas vendas.

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