Capitulo VII – O homem dos olhos verde

Enquanto estava no autocarro absorvida nos meus pensamentos sobre a decisão que teria que tomar dentro de poucos dias, apanhei-me, sem dar por isso, a pensar no homem dos olhos verdes que cruzara no Parque da Ribeira. Uma sensação de calor começou a percorrer o meu corpo só de estar a pensar, nem parecia a Maria que conhecia.

Chego a casa perto das 14h00 e ainda tinha muito tempo disponível até a hora de ir para o trabalho no callcenter. Entrei em casa e, mais uma vez, vejo o computador aberto sobre a mesa e todos os papeis relativos ao projecto espalhados sobre ela. Senti um nó apertar no estomago só de olhar e saber que ali poderia, ou não, estar a decisão da minha vida. Fui até a cozinha, abri o frigorifico, servi um pouco de sumo de laranja de pacote num copo e fui para o quarto deitar-me na cama e tentar reflectir um pouco sobre tudo o que me estava a acontecer.

Estava inquieta e não conseguia fixar o meu pensamento em nada de concreto. Lembrei-me das várias vezes que ia para a cama e tentava desligar o pensamento para conseguir dormir, mas o cérebro não deixava. Geralmente ficava a rolar de um lado para outro por um bom tempo até que o cansaço me vencesse e dormia.

Levantei da cama, estava ainda vestida pois só tinha somente retirado os sapatos para esticar as pernas e descansar as costas. Olhei para o relógio e ainda faltavam quinze minutos para as três da tarde. Vesti novamente o casaco e saí de casa. O meu corpo seguiu o meu subconsciente e encaminhei na direção do parque. Como diz o ditado, quem não arrisca, não petisca. Cheguei no parque e instintivamente me encaminhei para a mesma zona onde tinha cruzado com o homem dos olhos verdes. Meio avergonhada como se estivesse a cometer um crime, olho em todas as direções a procura dele mas o que vi foram algumas crianças a brincar no parque infantil, uma senhora a passear um cão, um grupo de velhotes sentado a volta de uma mesa de cimento onde pareciam estar a jogar cartas e muito, mas mesmo muito verde a minha volta. Não, desta vez, mesmo intencionalmente a procura, não encontrei o que procurava. Sentei um pouco num dos vários bancos do jardim a olhar para aquele verde todo a minha volta e o pouco movimento que havia à aquela hora no parque.

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Olhei para o relógio e ainda eram somente três e meia. Tinha fome e resolvi encontrar uma pastelaria ao pé do parque. Caminhe e cruzei a ponte que passa por cima da Ribeira que dá  o nome ao parque e ao fundo vejo uns prédios brancos e castanhos com uma série lojas por baixo. Sigo na direção da rotunda e subo a rua Augusto Alexandre Jorge. Já tinha ouvido falar bem de uma pastelaria que tem ao meio da rua com uma esplanada coberta mesmo a porta. Subi absorvida nos meus pensamentos, encontrei a pastelaria de nome Favorita 2 (vá-se lá saber onde é a Favorita 1) e vejo que a esplanada tem todos os lugares disponíveis. Sentei-me, o empregado veio perguntar o que queria e pedi um galão de máquina com uma tosta mista em pão saloio. O empregado perguntou-me se queria experimentar a tosta da casa, feita com pão saloio, mas recheada com frango e queijo e barrada com manteiga de ervas e alho. Só de ouvir ele falar fiquei com o estomago a dar sinais de vida. Aceitei a sugestão e troquei o galão por uma coca-cola zero e um café. Precisa de energia para aguentar o trabalho que começaria logo mais ao fim da tarde.

Numa mesa ao lado, um exemplar do Jornal Público estava sobre ela e não tinha ninguém sentado. Tomei a liberdade de ir buscar o jornal e enquanto espera, fui passando os olhos pelas paragonas das noticias no jornal. Em véspera de Natal, o jornal estava apinhado de publicidade sobre brinquedos, relógios, perfumes, roupas, sapatos e até mesmo coisas para cozinha. É impressionante o consumismo que vivemos nestes dias. Tudo desenfreado a procura do presente perfeito para oferecer, sabendo que esta utopia não existe e que, dois dias depois do Natal, tudo o que custava 100€ passaria a custar 30€. Bem fazem os espanhóis que só oferecem os presentes no dia de Reis a 6 de janeiro.

Levantei a cabeça e olhei em volta para ver quem estava sentado nas outras mesas e estava quase tudo deserto. Ri para mim mesma a pensar que àquela hora deveriam estar todos no Shopping a fazer as compras de Natal ou numa fila qualquer num talho para encomendar o Perú, Cabrito ou Bacalhau para a noite da consoada. Foi neste levantar de cabeça que o empregado me trouxe a tosta mista. Tomei um susto com o tamanho do ‘animal’ que era posto a minha frente. Um naco de pão com mais de 20 centímetros de cumprimento onde duas fatias de cerca 1,5 centímetros apertava uma quantidade absurda de frango e queijo a sair pelas bordas. Pelo menos vinha cortada em pequenas mini tostas, o que me permita pegar num pedaço mais pequeno. Sentia o estomago a pedir comida e ataquei com fé e vontade aquele naco de pão recheado. Comia com prazer, fome e vontade. A media que mastigava, sentia o sabor do frango bem cozido e bem temperado, o queijo também parecia ser queijo da ilha e para terminar este prazer guloso, o sabor da manteiga de ervas com alho. Estava mesmo bom.

Concentrada na minha tarefa de mandar abaixo aquela brutalidade de comida, senti uma pessoa a mexer na mesa a minha esquerda e quando viro a cabeça para ver quem era, parei de mastigar e fiquei com a sandes a meio caminho da boca e os olhos postos na pessoa que se sentara ali a menos de 2 metros de mim. Era o homem dos olhos verdes com quem cruzara no Parque da Ribeira no dia anterior. Neste momento engasguei-me com o pedaço de tosta que tinha na boca. Desatei a tossir e a deitar perdigotos de tosta mista para o prato a minha frente. Procurei o guardanapo de papel que estava sobre a mesa, pus a frente da boca e continuava a tossir desalmadamente sem conseguir conter a avalancha de tosse. Foi de tal forma que o homem dos olhos verdes levantou da mesa e veio na minha direção. Pediu licença e bateu com as mão ao de leve nas minhas costas para tentar que eu desengasgasse. Malfadada sorte. Logo ali, eu tinha de me cruzar com a pessoa que saí de casa para procurar e agora estava a levar com tapas nas costas. Boa maneira de me apresentar.

Aos poucos a tosse foi passando e depois de beber um gole de coca-cola, senti a cor do meu rosto voltar ao normal. Ainda sem conseguir falar direito, agradeci ao homem dos olhos verdes com um esgar de cabeça e a abanava a mão a indicar que já estava melhor. Ele voltou para a mesa onde tinha sentado e eu ali estava com mais de metade da tosta mista no prato a minha frente, tinha passado uma vergonha danada com aquele meu ar de parva a olhar para alguém que se sentava. Senti vontade de me jogar para dentro de um buraco e sair daquela cena macaca. Ele continuava a olhar para mim como se estivesse a controlar e validar que eu estava bem. Sentia que os olhos verdes dele me encaravam com um misto de curiosidade e preocupação.

Chamei o empregado e pedi para que me embrulhasse o restante da tosta e trouxesse um café cheio. Queria ficar ali a sentir o olhar dele em mim, mas também queria fugir ou fazer reset para começar tudo novamente. Enquanto esperava que o empregado me trouxesse o café e a tosta mista embrulhada, mais uma vez ele olhou para mim e perguntou se estava tudo bem. Agradeci e respondi, meio envergonhada, que sim, já me sentia melhor, mesmo por dentro sabendo que a presença dele deixava-me toda confusa. Perdida nos meus pensamentos e vergonhas, dou por mim com ele sentado na cadeira a frente da minha mesa. Tomei um susto, como se acordasse de um sonho. Foi quando ele começou a falar.

“Peço desculpas pelo abuso e intromissão, não queria de forma nenhuma lhe assustar.”

“Tudo bem. Não assustou. Estava perdida nos meus pensamentos e não dei por si sentar-se.”

“O meu nome é Jorge Santos e, mais uma vez desculpe, mas desde que esbarrei consigo ontem que não sei porque, não paro de pensar em si.”

Soubesse ele que também eu não tinha parado de pensar nele desde ontem, mas fiz uma cara de surpresa e, para meu espanto, até me portei diferente.

“Desculpe, mas tenho que ir, não posso ficar aqui a conversar consigo.”

“Por favor, espere pelo menos o empregado lhe trazer o café que pediu?”

Fiquei atrapalhada, tinha esquecido disso, e ainda por cima nem sequer tinha pago a conta.

“Não posso. Vou lá dentro e tomo o café ao balcão.”

“Posso pelo menos saber o seu nome?”

Olhei para ele e fiquei calada alguns segundos. Sabia que agora estava num momento de encruzilhada. Se lhe respondesse rapidamente pareceria ansiosa, se fosse muito lenta, desprezível. Continuava a olhar para aqueles olhos verdes e então disse: “Maria.”

“Maria, por favor, posso trata-la por tu?”

“Sim, claro.”

“Maria, sente um pouco e aguarde aqui comigo até o empregado voltar, por favor.”

Hesitei um pouco, mas acabei por ceder e voltei a sentar na cadeira.

“Como te disse, o meu nome é Jorge e vivo aqui perto. Esta pastelaria é o meu poiso favorito todas as tardes. Gosto de vir cá e apreciar a paisagem do parque e por vezes trago o meu cão, o Bernardo, para passear e fazer as suas necessidades.”

“Espero que recolha o cocó que ele faz!”

Ele riu. “Sim. Não sou dessas pessoas que olha para o lado e assobia quando o animal faz as necessidades. Acho insuportável ver alguém fazer isso e quase roço a má educação, pois grito logo para recolher a sujeira que o animal fez. Alguns olham para mim com cara de zanga, mas como tenho um animal ao meu lado acabam por ficar envergonhados e lá, a muito custo, recolhem.”

Olhava para aquela conversa e pensava, mas que conversa de merda, literalmente. Sorri com sinceridade.

“Eu não tenho animais. Com a vida que tenho não dá tempo para ter um animal e cuidar dele como deve ser.”

“O que fazes Maria?”

Ui, nem acabou de saber o meu nome e já quer saber o que faço? Ponderei bem a resposta que dar e disse: “Sou supervisora de uma equipa comercial num callcenter. E o Jorge o que faz?”

“Sou professor de matemática e até algum tempo atrás dava aulas ao 12º ano no agrupamento de escolas Adelaide Cabette. Conheces?”

“Sim. Passo por lá perto quando tenho que ir ao supermercado.”

“Como dizia, dava mas resolvi, no início deste ano, deixar de dar aulas no secundário e me dedicar a uma paixão que alimentava há algum tempo, o de criar o meu próprio negócio de explicações particulares de matemática para alunos que pretendem fazer os exames nacionais para entrar numa universidade. Não tem sido fácil, mas já lá vão cinco meses desde abri aqui perto o meu ‘contador de matemática’, que é um pequeno espaço onde recebo até 4 alunos ao mesmo tempo para dar explicações.”

“Interessante. Um professor de matemática empreendedor.”

“Não me considero um empreendedor, até porque o que faço não tem nada de novo no mercado. Senti que já era altura de poder ter mais tempo para fazer o que gosto. Nos intervalos que não tenho alunos, dedico-me a pesquisar e aprender ainda mais a matemática. Fascina-me os números. Uma vez li um artigo que dizia que não devemos ser mais ou menos. Para mim a matemática é tudo ou nada. É preto ou branco. Não há tons de cinzento, nem problemas que ficam meio resolvidos. Tem de ser tudo feito do início ao fim.”

“Vejo que gosta mesmo da matemática. Mas desculpa a minha intromissão, consegue viver somente disso?”

“Bem, tenho tido a sorte de alguns pais dos meus antigos alunos do secundário, passarem a palavra entre eles e acaba sempre aparecendo alguém onde fui referenciado por outro alguém. É uma cadeia de contacto que já não consigo controlar, mas que tem me dado algum fruto. Não sou muito bom em relações pessoais, mas como consigo ajudar os meus explicandos a passarem nos exames, tenho tido alguma boa reputação e, por conseguinte, alguma entrada de novos explicandos.”

Quis, naquele momento, abrir o meu coração e atacar aquela oportunidade de falar com alguém que chutou o balde e deixou um emprego seguro para trás para se dedicar a sua paixão. Resisti em fazer isso e continuei a olhar para ele.

“Desculpe estar a falar tanto do meu trabalho. Posso dizer que sou um privilegiado em poder trabalhar naquilo que gosto e ainda ser pago. Uma vez li um ditado que dizia que se fizer o que gosta, não há de trabalhar um dia sequer na vida. Olha que isso é verdade. Dá-me muito muito prazer. Desculpa, lá ia eu de novo embalado. Fala-me um pouco do teu trabalho. Como é isso de ser supervisora de uma equipa comercial num callcenter?”

Comecei a contar o que fazia no callcenter e como tinha sido recentemente promovida a esta função. Acabei por me empolgar e também falei do tempo que tinha três empregos e que me levantava as 05h00 da manhã e só me deitava as 23h30. Falei também que depois de ser promovida, acabei por me demitir do trabalho de limpeza e ficara somente com o trabalho do restaurante do sr. Madeira e o do callcenter. Empolgada com a conversa, não dei pelo tempo passar. Entretanto o empregado já tinha trazido o café, o resto da tosta embrulhada e até mesmo o ticket com a conta e eu, sem me aperceber, tomei o café e ignorei o resto. Estava embrenhada e deliciada a conversar com ele. Depois de falar do trabalho, falamos sobre o estado da educação em Portugal, do governo, do desgoverno da política e quando dei por mim, eram exactamente 17h15 e dentro de 45 minutos tinha que estar em entrecampos. Pior ainda, tinha que passar em casa e trocar de roupa pois ainda continuava vestida com a roupa que fora para a reunião com o José Marques em Alcântara. Dei um salto da cadeira quando olhei para o relógio e disse:

“Caramba, já são cinco e um quarto e tenho de ir trabalhar. Não dei pelo tempo passar. Desculpa Jorge, tenho de ir e tenho que passar em casa para trocar de roupa e pegar a camioneta para lisboa.”

Abri a mala e tirei 10€ da carteira para pagar a conta. Quando ia por o dinheiro na mesa, ele pegou na minha conta e na dele e disse.

“Permita-me oferecer-te este lanche por favor. Fui o causador do teu atraso e o mínimo que posso fazer é pagar a sua conta.”

Insisti que não era preciso, mas já estávamos a entrar numa disputa verbal quando desisti. Ele entrou e foi pagar a conta e passados poucos segundos já estava de volta a mesa. Eu olhava com preocupação para o relógio pois estava a ficar com o tempo contado para trocar de roupa e chegar ao escritório. Assim que ele chegou perto de mim, perguntou-me:

“Desculpa, mas onde fica mesmo teu trabalho?”

Respondi que era em entrecampos.

“Ok. Tenho o meu carro aqui mesmo em frente. Posso passar pela porta da tua casa, trocas de roupa e depois eu te levo a entrecampos. Mais uma vez tenho uma oportunidade de reparar o mal que lhe causei por ficarmos a conversar.”

Ponderei ainda alguns segundos, mas estava mesmo aflita e acabei por aceitar. Entramos no carro, um BMW azul. Como não conhecia os modelos desta marca, para mim são todos BMW associados a uma cor. Dei a indicação de onde morava e ele estacionou a frente do meu prédio e disse que subisse enquanto ficaria ali a minha espera. Subi correndo, troquei a roupa por uma calça de ganga, uns sapatos de salto baixo e uma blusa de gola alta azul. Vesti o casado e desci. Olhei para o relógio e faltavam vinte minutos para as seis da tarde. Estava super atrasada. Quando saio do prédio vejo ele ali, dentro do carro a minha espera. Parecia um filme de cinema onde o cavaleiro vem no seu corcel branco salvar a princesa e são felizes para sempre. Neste caso o corcel era um BMW azul e não fazia a menor ideia do modelo do carro. Sei que era confortável e estava bem agradável dentro dele. Entrei para o carro e, para minha sorte, ele gastou menos de 15 minutos entre Odivelas e Entrecampos. Na porta de entrada do prédio, agradeci muito a boleia que me tinha dado e quando ia sair do carro ele segurou no meu braço e me perguntou:

“A que horas sais? Posso vir buscar-te?”

Fiquei ali com a mão dele no meu braço e numa posição a meio caminho entre estar sentada e fora do carro. Voltei a sentar e olhei, mais uma vez, para aqueles olhos verdes. O que deveria responder? Hesitei, mas acabei por concordar e respondi que saia as 22h30.

“Obrigado. Quando saíres, estarei aqui em baixo a tua espera.”

Sai a correr pois tinha menos de 5 minutos para dar entrada. Durante todo o turno do meu trabalho não parei de pensar em tudo o que me tinha acontecido ao longo do dia. Era uma segunda-feira intensa que começara muito cedo com a reunião no ‘projecto adição’, finalmente fiquei a conhecer e saber o nome do homem dos olhos verdes e no final acabei por ter uma boleia com ele para o meu trabalho. Que mundo louco e acelerado que vivia.

Sai do prédio eram exatamente 22h40 e lá estava ele, sentado na lateral do capot dianteiro do carro a minha espera. Enquanto caminhava na sua direção, olhava para um homem que mexia com as minhas bases. Estava vestido com um sobretudo escuro por cima de uma calças de ganga escuras e uma camisa de gola alta de caxemira preta. Trazia um cachecol preto a volta do pescoço e uma luvas em couro escuro nas mãos. A medida que me aproximava do carro, ele saiu da posição que estava, abriu a porta do lado do carona e com um sorriso nos lábios, disse:

“Boa noite Srª Maria. Foi a senhora que encomendou um serviço de transporte particular para casa?”

Sorri e agradeci com a cabeça. Se era para brincar as formalidades, entrei na brincadeira. Sentei-me e senti o banco do carro aquecido. Que delicia a sensação de entrar num carro e ter o banco previamente aquecido. Parecia um berço onde nos aninhamos e nos enrolamos em cobertores quentinhos. Ele entrou no carro e depois de por o cinto de segurança, vira-se para mim e pergunta:

“Tens fome?”

Na verdade tinha. A última coisa que tinha posto na boca desde o meio da tarde tinha sido a metade da tosta mista e depois no callcenter só tive vontade de tomar um café. Tinha milhares de borboletas no estomago e não me apetecia comer. Respondi que sim com a cabeça.

“Ótimo. Conheço aqui perto um restaurante fantástico que serve até mais tarde e onde podemos comer uma refeição como deve ser.”

“Estou por sua conta. Espero somente que não sejas um violador charmoso que me queira raptar.”

Ele olhou para mim a sorrir e só naquele minuto é que me dei conta do disparate que tinha dito. Comecei a sentir as bochechas do rosto quentes e vermelhas.

“Muito obrigado pelo adjetivo charmoso. Fico lisonjeado. Quando a parte do violador, pode ficar descansada. Só irei raptá-la se estiver devidamente autorizado para tal.”

Ele sorriu maliciosamente e eu compreendi bem que tinha aberto a tampa da minha caixa de pandora. Passados 10 minutos estávamos sentados num restaurante na parte exterior do Campo Pequeno. Jantamos vários pequenos pratos de tapas espanholas, acompanhado de um vinho tinto muito bom. Como não sou especialista, para mim, o vinho era do melhor que já tinha provado. Estava a me sentir nas nuvens. Quem pensaria que ao amanhecer naquela segunda-feira, iria terminar o dia a jantar com uma pessoa que conhecera há menos de 8 horas e nem sequer sabia o seu nome.

Ao sair do restaurante e enquanto descíamos para o estacionamento, ele segurou na minha mão. Inicialmente tentei resistir, mas o que fazer, estava rendida e aceitei que as nossas mãos se entrelaçassem. Já perto do carro, ao nos aproximarmos do lado do pendura, ele finge que vai abrir a porta, mas sem eu dar por isso, encosta-se a mim e eu ao carro e dá-me um beijo, primeiro no rosto, depois mais próximo dos lábios e por fim rendo-me e beijo aqueles lábios e sinto a explosão de todas as borboletas que tinha no estomago de uma só vez.

“Posso lhe convidar para uma ultima bebida na minha casa?”

Respondi que sim pois já estava rendida ao homem dos olhos verdes. Quando acordei no dia seguinte, estava numa cama que não era a minha e tinha um homem somente em boxers com uma bandeja cheia de guloseimas para me servir o pequeno-almoço na cama.

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Coach Wilques Erlacher

ACC Coach Credenciado pela ICF. Especializado em Coach de Desenvolvimento & Metafórico e Presidente do Conselho Fiscal da ICF Portugal. Há mais de 20 anos que trabalho em funções relacionadas com Marketing, Vendas Corporativas, Desenvolvimento de Negócios, Gestão de Clientes, Formação, Mentoria e Consultoria em Vendas. O meu lema é: “Coaching não é para quem precisa, é para quem quer ser melhor” Os meus contactos são: email: we@wilqueserlacher.com || Skype: w.erlacher || Tel: +351 932 558 558

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